Até onde vai o estresse?
Posted by Fagner Souza on jan.08, 2008, under Opinião

Estava eu no banco na parte dos caixas eletrônicos quando derrepente, um grito: “Puta merda, esse caixa não aceita mais meu cartão”, todos a volta ficaram se olhando. Outro grito: “Alguém pode me dizer por que a máquina leu duas vezes meu cartão e não lê mais?”, uma moça que trabalha no banco, uma daquelas que ajudam pessoas que tem dificuldade de operar caixas eletrônicos, disse para o gritante: “Senhor, entre na fila desse caixa aqui, que eu estou ajudando o pessoal”.
Mas o sujeito continuava gritando: “Ninguém nesse banco vai me dizer porque a máquina não lê mais o meu cartão?”, uma atendente chega perto para ajudar e pergunta:
- Meu senhor, vamos tentar em outra máquina?
- Não, essa máquina leu meu cartão duas vezes e não quer mais lê, quero que essa máquina leia meu cartão.. – Disse ele.
- Mas sr, pode ser que a máquina esteja com problema, vamos tentar aquela ali – a atendente apontado para outro terminal.
- Tu vai me dizer ou não vai porque essa máquina não lê o meu cartão? – grita o velho homem.
A atendente indignada sai do local onde está o estressado. Seguranças do banco começam a se olhar com “cara de poucos amigos”.Cinco minutos depois, outro grito: “Ninguém nessa agência vai me dizer porque a merda dessa máquina não lê mais o meu cartão?”. Pessoas na volta já começam a ficar impaciente.
O tempo passa tudo volta ao normal… Quando, uns 30 min depois, passa o individuo correndo em direção a mesa de uma atendente do banco, e grita: “Agora que a porra da máquina resolveu funcionar, eu não acho um grampeador para colocar o comprovante com a conta”. A menina meio que desorientada por tamanha indignação, pede para uma ajudante para providenciar o grampeador, ao mesmo tempo os seguranças começam cercar o maldito homem. É disponibilizado o grampeador para a porra do homem, que grampeia seus papéis e vai embora.
Essa história aconteceu ontem quando eu estava no banco e mostra como estresse de uma pessoa pode levar a tamanha estupidez e irracionalidade. Provavelmente se no primeiro problema que teve no caixa eletrônico, ele utilizasse outro, tudo funcionaria. Mas estressado com sua vida ou mesmo com as filas do banco, o sujeito não ouvia nenhuma resposta racional e sim, queria era desabafar, não pensando e não aceitando nenhuma justificativa.
Isso mostra que muita gente não está agüentando essa vida tumultuada, onde há mais dever do que prazer.
Nesse início de ano está na hora de botar o dedo na consciência:
“Não está na hora de pensar um pouco no nosso bem estar, nem que precise uma mudança radical?”
















